segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Meio Ambiente e Energia

Sabemos que todos os processos da cadeia energética (produção, transformação, transporte, distribuição, armazenagem e uso final) envolvem uma série de perdas que reduzem a quantidade de energia efetivamente útil à sociedade a apenas a uma fração do total de energia captada da natureza. Por contingência das próprias leis físicas, um certo nível de perdas é inevitável ao longo da cadeia de transformações energéticas, haja vista o segundo princípio da termodinâmica (r = T/ Q1).

Além disso, o uso de energia também origina impactos sociais e econômicos decorrentes do próprio aproveitamento de recursos naturais. Alguns deles podem ser significativos, mesmo no caso de fontes renováveis (hidreletricidade, biomassa plantada, energia solar e eólica), em virtude das áreas extensas que são necessárias para a produção em grande escala.

Durante muito tempo, utilizando as forças disponíveis da natureza e adequando-as a sua localização, o homem pode gerar, transmitir e consumir energia sem alterar significativamente o ambiente global, o uso do espaço e os modos de produzir ou distribuir bens de acordo com os modelos sociais, políticos e culturais prevalecentes.

Além do carvão, como substituto da lenha a partir do século XIX, o uso generalizado do petróleo, junto com a eletricidade, viria assentar, no século XX, as bases da moderna civilização industrial, fundamentando grande parte da economia no uso de recursos fósseis que a natureza levou milhões de anos para produzir. Depois da 2ª Guerra Mundial, como recurso adicional para atender à expansão crescente do consumo de energia, foi desenvolvido o aproveitamento tecnológico da energia nuclear como fonte geradora de eletricidade.

Desse período em diante, a velocidade e a amplitude impressa às atividades econômicas demonstrariam a chegada a um nível tão crescente de consumo dos recursos naturais que, pela primeira vez na história, o equilíbrio ecológico essencial para a vida humana poderia ser seriamente comprometido.

No âmbito brasileiro, o contexto de discussão abrange algumas características:

  • a forte preponderância da geração hidráulica no suprimento de eletricidade, cuja maior parte do potencial remanescente localiza-se na região de ecossistemas de elevada biodiversidade (região Amazônica) e sobre o qual ainda se detém pouco conhecimento científico;
  • a existência de um importante segmento industrial ergo intensivo (siderurgia, metalurgia, papel, celulose), baseada no consumo de carvão vegetal;
  • consumo maciço de fontes combustíveis derivadas do petróleo;
  • declínio do programa institucional de aproveitamento do álcool combustível;
  • a má qualidade do carvão mineral brasileiro, com alto teor de enxofre e cinzas;
  • estímulo à diversificação da matriz com base na instalação de 49 termétricas, 42 delas movidas a gás natural e o restante a carvão vegetal.

As mudanças produzidas no ambiente construído se encarregariam de demonstrar conseqüências mais drásticas do que se poderia mensurar. O elevado nível de eutroficação (aumento de nutrientes na água resultante da decomposição orgânica submersa) associado ao descontrole do grau de assoreamento de rios represados favoreceram, em grande parte dos casos, a proliferação de determinadas espécies vegetais e animais (algas, mosquitos, parasitas), comprometendo o equilíbrio ecológico e a qualidade de vida no seu entorno.

Caberá aos países em desenvolvimento, buscar um estilo de ampliação menos intensivo em energia que, ao mesmo tempo, minimize os impactos ambientais e propicie condições de erradicar os males do subdesenvolvimento. E nota-se que alguns países, já estão se encaminhando para um pensamento visando à reestruturação do meio ambiente, que ainda está muito degradado.


Postado por: Samuel Fiorotto

Energia...

A demanda projetada de energia no mundo aumentará 1,7% ao ano, de 2000 a 2030, quando alcançará 15,3 bilhões de toneladas equivalentes de petróleo por ano, de acordo com o cenário base traçado pelo Instituto Internacional de Economia. Sem alteração da matriz energética mundial, os combustíveis fósseis responderiam por 90% do aumento projetado na demanda mundial, até 2030.

Entretanto, o esgotamento progressivo das reservas mundiais de petróleo é uma realidade cada vez menos contestada. A Bristish Petroleum, em seu estudo “Revisão Estatística de Energia Mundial de 2004”, afirma que atualmente as reservas mundiais de petróleo durariam em torno de 41 anos, as de gás natural, 67 anos, e as reservas brasileiras de petróleo, 18 anos.

A matriz energética mundial tem participação total de 80% de fontes de carbono fóssil, sendo 36% de petróleo, 23% de carvão e 21% de gás natural. O Brasil se destaca entre as economias industrializadas pela elevada participação das fontes renováveis em sua matriz energética. Isso se explica por alguns privilégios da natureza, como uma bacia hidrográfica contando com vários rios de planalto, fundamental a produção de eletricidade (14%), e o fato de ser o maior país tropical do mundo, um diferencial positivo para a produção de energia de biomassa (23%).


Postado por: Samuel Fiorotto

Matriz Energética x Meio Ambiente

Matriz energética é uma representação quantitativa da oferta de energia, ou seja, da quantidade de recursos energéticos oferecidos por um país ou por uma região. A análise da matriz energética de um país, ao longo do tempo, é fundamental para a orientação do planejamento do setor energético, que tem de garantir a produção e o uso adequados da energia produzida, permitindo, inclusive, as projeções futuras.

Usinas hidrelétricas demandam planejamento e construção de longo prazo, investimentos muito elevados e oferecem uma taxa de retorno, também, de longo prazo. Hidrelétricas de pequeno porte, como regra, não trazem retorno econômico que sirva de atrativo para investimentos, salvo em casos bastante específicos. Não bastassem esses dados extremamente pragmáticos, existem alguns outros fatores que não podem ser desconsiderados, quando se trata de energia de geração hidrelétrica: a grande complicação de todos os procedimentos relacionados com o licenciamento ambiental.

“A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana...” (Lei 6.938, art. 2º de 31 de agosto de 1981).

O nível de consumo de energia de um país é importante indicador de seu desenvolvimento. Acredito que, também, o nível de poupança de energia deva ser considerado como um fator indicativo de desenvolvimento, pois o desperdício, em si indica atraso e “deseconomia”. O fato é que os fatores ambientais e toda uma série de outros elementos nos indicam que a época da energia barata e consumida desbragadamente já se encerrou e que, cada vez mais, a energia terá preços mais realistas e menos submetidos ao regime de subsídios implícitos.


Postado por: Samuel Fiorotto

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Novidade ecológica: Carro movido a energia Solar!


Após serem estabelecidas as regras sobre que restringem a emissão de poluentes, as pesquisas sobre carros movidos a energia solar aumentaram.

A principal característica destes veículos é o fato de serem silenciosos, não poluentes, e terem autonomia ilimitada durante o dia, até mesmo quando o céu está encoberto. Têm velocidade máxima de 50 Km/h.

O carro se move graças à energia fotovoltaica que usa como matéria prima o silício, convertendo a irradiação solar em eletricidade partindo de processos que se desenvolvem ao nível atômico nos materiais que são constituídos. Tem havido um grande esforço de investigação e de desenvolvimento tecnológico, para aumentar o quociente entre a irradiação solar que incide na célula e a energia elétrica produzida.

O problema é a pouca autonomia dos carros elétricos. Isto acontece não por culpa dos motores elétricos (que podem atingir uma eficiência até 90%, se comparados com os motores de combustão mais recentes que não vão além de uma eficiência de 40%), mas sim pela dificuldade de armazenar a energia elétrica. Ou seja, o problema está nas baterias que além de volumosas, pesadas e pouco eficientes, têm pouca capacidade de armazenamento de energia.


O carro abaixo é o Fiat Phylla, um carro com funcionamento a base de energia elétrica coletada por painéis solares e motor de hidrogênio. Feito inteiramente por materiais recicláveis e com zero de emissões de poluentes. O carro mede 1,98 metros de altura e tem 2,99 metros de comprimento, pesando apenas 750 quilos.

Quanto ao desempenho, depende dos dois modelos de bateria. A iônica de lítio permite que a máquina rode 145 quilômetros por carga, enquanto a de polímeros de lítio rende 220 quilômetros de autonomia. Ambas chegam à velocidade máxima de 130 quilômetros por hora e fazem de 0 a 50 quilômetros por hora.

Por ser considerado por muitos como “veículo do futuro” e estar adiantado na tecnologia solar automotiva, o veículo vai ganhar concorrentes de BMW, Honda, Volkswagen e Toyota nos próximos meses. Todas elas já revelaram estar desenvolvendo carros movidos à luz solar.



A Petrobras

Fundada em 3 de outubro de 1953 por Getúlio Vargas e com sede no Rio de Janeiro, opera hoje em 27 países, no segmento de energia, principalmente nas áreas de exploração, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo e seus derivados, no Brasil e no exterior.

A empresa está em quarto lugar na lista na lista das maiores petrolíferas de capital aberto do mundo.

A Petrobras é referência internacional na exploração de petróleo em águas profundas, para a qual desenvolveu tecnologia própria, pioneira no mundo, sendo a líder mundial deste setor.

Em 2007, manteve o recorde mundial

de profundidade em perfuração no mar, com um poço em lâmina d'água de 2777 metros.

Plataforma P-51 da Petrobras (primeira 100% brasileira)

Postado por: Bruna Misturini

As Usinas Hidrelétricas

Uma das matrizes energéticas mais utilizadas no Brasil hoje são as usinas hidrelétricas, uma forma renovável que utiliza-se da energia potencial gravitacional da água represada, para transformar em energia. Mais eficaz e menos nocivo do que as usinas térmicas, vem ganhando espaço não somente no Brasil, mas também em outros países.

Embora as pessoas sejam a favor da construção delas, órgãos de proteção ao meio ambiente acretitam que essa não seja a melhor forma e a menos impactante para o planeta, pois, para contruir uma dessas usinas unfluencia-se no funcionamento de rios, alaga-se áreas extensas de produção de alimentos e florestas, altera fortemente o ambiente e com isso prejudicam muitas espécies de seres vivos.
Além disso, existem tribos indígenas que habitam áreas próximas aos rios onde são construídas as represas, assim obrigadas a transportarem-se para outras regiões deixando seu habitat e cultura.
Diante dos fatos somos levados a acreditar que as usinas hidrelétricas estão longe de solucionar os problemas que afetam a sociedade e o meio ambiente. É desejo de todos que exista um consenso dos dois lados, um nessecitando de energia e outro querendo preservar o que resta do meio ambiente.


Postado por: Germano

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A Energia Eólica

A cada dia, meios que causam menos danos ao meio ambiente vêm tornando-se indispensáveis. Um deles é fazer uso de fontes de energia que não agridam tanto a natureza. Um exemplo, é a energia eólica.
É gerada pelos ventos, utilizada desde a antiguidade pelo homem, principalmente em embarcações e moinhos. A energia eólica é pouco utilizada atualmente embora seja considerada uma importante forma de energia por ser uma fonte limpa, renovável e que não agride o meio ambiente.
Funciona por meio de grandes turbinas chamadas aerogeradores, que possuem a forma de cata-vento, colocados em lugares abertos e com muito vento. Através do gerador, o movimento das turbinas gera energia elétrica.
Possui vantagens e desvantagens, como todo tipo de energia. O fato de ser uma fonte de energia inesgotável, que não emite gases poluentes nem gera resíduos e é uma das fontes mais baratas de energia são alguns dos fatores positivos mais relevantes. Também é importante ressaltar que não necessita do abastecimento de combustíveis e requer muito pouca manutenção.
Um dos empecilhos desse tipo de energia é o que o vento não sopra com intensidade suficiente o ano todo e para que a turbina gire, ele deve atingir uma velocidade superior a 20 Km/h.
Cerca de 30% da eletricidade produzida a partir do vento é criada na Califórnia.

Postado por: Bruna Misturini.